De tudo esse olho ainda não viu
February 13th, 2008 by Murilo Parra ControPosted in Fotografia, Intelectual, Portfólio |
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Existem empresários que pensam que sabem tudo a respeito de mercadologia. Investem pesado na “decoração” de suas lojas e nos materiais de divulgação. Acreditam, por isso, que têm uma profunda preocupação mercadológica e estética.
Não se dão conta de que apesar de sempre tentarem fazer alguma coisa e até gastarem bastante com isso, acabam não vendendo um conceito positivo e forte de suas empresas. Isso acontece porque nem tudo o que eles fazem apresenta um conceito único, uma identidade visual, ou seja, suas ações não são aplicadas respeitando um padrão visual.
Pequenos pecados diários agem silenciosamente fazendo com que a identidade da empresa seja aos poucos diluída, enfraquecida, perdendo a força e pior, refletindo a imagem de uma empresa desorganizada, ultrapassada e amadora. Veja a seguir sete dicas simples que absorverão esses pequenos pecados, largamente praticados por muitas empresas - que, ingenuamente, acreditam estar praticando o bem:
Não seja preguiçoso e invente novas maneiras de divulgar promoções no ponto-de-venda. Será que você não consegue fugir do óbvio, descobrindo algo mais interessante do que apenas entupir sua loja com cartazes promocionais pendurados em tudo quanto é lugar?
Seja esperto e não desperte a ira dos deuses da estética e da mercadologia, desrespeitando a tipologia, as cores ou as proporções da marca de sua empresa. Afinal de contas, por que um belo dia você pagou a uma empresa para que criasse sua marca, cercada de todos os cuidados necessários contidos em bom manual de marca?
Não seja avarento na hora de optar por um orçamento. Lembre-se de que tudo que é bom tem seu valor. Portanto na hora de decidir, pense qual será o custo versus benefício de um investimento e não apenas em escolher o mais barato. Por que você acha que a gente vê tanta coisa feia quando andamos pelas ruas, como letreiros em fachadas e frotas pintados à mão e outras pérolas da anti-comunicação?
Não seja guloso, querendo todo o espaço só para si. Comunicações exageradas acabam funcionando contra. Entupindo os esgotos da cidade com toneladas de panfletos jogados nos bueiros ou congestionando visualmente a cidade com faixas e placas sinalizadoras espalhadas pelas ruas, sua empresa até pode se tornar conhecida, mas não exatamente da forma que dá dinheiro.
Não seja invejoso. Resista à tentação de copiar o que os outros fazem, alegando que isso é pesquisa de tendências. Não é porque uma empresa vizinha tem um luminoso gigante, com luzes vermelhas, letras douradas com um coração que muda de cor, que sua empresa tem de ter um igual. Lembre-se de que a linha de comunicação das empresas nem sempre é a mesma. Principalmente se a empresa vizinha é um restaurante e a sua, uma livraria.
Não seja orgulhoso, seja exigente. Admita que o trabalho da gráfica que você exigiu que contratassem não é admissível. Ou você acha certo aceitar que deformem a marca ou que apliquem o logotipo com cores diferentes só porque a tal gráfica que você recomendou não possui as tintas especificadas?
Não se deixe levar pela luxúria. Golpes baixos procurando atingir clientes abaixo da cintura podem até funcionar na hora, mas a imagem da empresa fica comprometida. Para que a comunicação seja eficaz, deve apresentar uma mesma linguagem, um conceito único e claro, não ser apelativa. De que adianta colocar uma passista da escola de samba vestida com duas fitas do Senhor do Bonfim rebolando e desfilando no estande da sua empresa, se na capa do folheto estampa a foto da Rainha Elizabeth e o seu produto é destinado a matar a fome das crianças da Etiópia?
Veja bem se a comunicação visual de sua empresa está sendo feita com olhos clínicos. Analise se a imagem da sua empresa não está sendo vítima de uma comunicação sem padrão e não pense que esses pequenos pecados são exclusivos de pequenas empresas. Existe muita empresa grande que, apesar de investir fábulas na mídia, peca na hora da venda e seus vendedores não dispõem de cartões ou blocos de anotações com o logotipo e as demais informações atualizadas para anotar preço, código, nome e telefone da empresa para o cliente. Então eles rasgam um pedaço de papel e escrevem ali, alguns garranchos e entregam satisfeitos e sorridentes. A imagem concreta que se guarda da tal empresa é um pedaço de papel rasgado e rabiscado. Cuidado, pois você pode não estar atento, mas lembre-se, seus clientes estão!
Autor: Luiz Renato Roble
Fonte: http://www.portaldomarketing.com.br
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Já citei o site aqui no blog veja
Agora consegui um invite para ser Beta Tester, que me deixou muito feliz hehe
Um abraço ao japa que liberou a conta pra mim:
Keita Kitamura - http://www.tha.jp
E claro, não deixem de visitar minha conta por lá:
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Navegando encontrei uma notícia muito importante, para todos nós: designers, fotografos, arte-finalistas, diagramadores, illustradores, redatores…etc.
A entrevista foi feita com o repórter-fotográfico Luis Alberto de Oliveira França, para o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, em contato com o próprio Sindicato, recebi autorização para publicação da mesma em meu Blog.
Site do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina : http://www.sjsc.org.br/
Aproveito então para agradecer o Silvio da Costa Pereira, por permitir e incentivar a divulgação.
…vamos lá!

Aproveitamos a presença do repórter-fotográfico Luis Alberto de Oliveira França, diretor do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e da APIJOR no XXXI Congresso Nacional dos Jornalistas para esclarecer uma das maiores dúvidas dos jornalistas brasileiros sobre direitos autorais: o pagamento de ISS e INSS. Ele é categórico: nenhum autor de obra intelectual precisa pagar estes impostos. Confira ao seguir porquê.
Ao vender um trabalho autoral, o jornalista pode usar um contrato de “cessão” ou de “licenciamento” dos direitos autorais. Qual a diferença entre ambos?
No contrato de cessão, você está “cedendo” os teus direitos e no licenciamento está “licenciando” a obra para um uso específico. A lei 9.610/98 trouxe a possibilidade de licenciamento de obra. A cessão de obra é uma coisa mais antiga na lei autoral brasileira, que já era prevista na lei 5.988, de 1973. Até 1998, todas as obras deveriam ser cedidas. Não havia a idéia de licenciamento. Essa idéia surge numa discussão, em 1980, na União de Fotógrafos. A gente criou essa idéia questionando um dos maiores autoralistas que o país já teve, chamado Vieira Manso, que foi o cara que criou o primeiro modelo de contrato de licença para a Editora Abril. Essas licenças nada mais eram do que blefes legais, uma manipulação de tudo o que tem na lei com o intuito de fazer com que as pessoas tomassem medo e vendessem sua obra porque precisavam pagar as contas. Então, esse modelo perdura até hoje, desde 1973, em todas as empresas, e é conhecido como contrato de cessão de obra.
Por que não incidem ISS nem INSS sobre o licenciamento?
Não é sobre o licenciamento. É sobre toda obra intelectual. Sobre elas não incidem pagamentos de ISS ou INSS porque venda de propriedade intelectual não pode ser caracterizada como uma prestação de serviços. O artigo 3º da lei 9.610/98 diz que se entende, para efeito dessa lei, que propriedade intelectual é um bem móvel. E se é assim, não pode ser uma prestação de serviço. A venda de uma propriedade intelectual é como a de um anel, de um óculos, de ouro, de um carro.
E a nota fiscal?
Com o licenciamento, o autor passa a trabalhar da forma mais legal possível. Quando me pedem uma foto, eu faço, e na hora de entregar, levo a licença. O cliente então me diz que quer uma nota fiscal, e eu explico a ele que uma nota fiscal não tem nenhum valor legal. Nem nota fiscal nem recibo de pagamento.
Mas, geralmente, as empresas dizem que precisam da nota para a contabilidade.
Dizem isso porque desconhecem a lei. É preciso mostrar a lei do direito autoral. Lá, no artigo terceiro, diz que direito autoral é bem móvel. O que eu faço, por exemplo fotografia, é uma obra intelectual protegida. As obras intelectuais de todos os jornalistas estão protegidas.
E o empresário consegue colocar essa licença na contabilidade?
Com certeza. Porque é a única coisa que protege ele contra mim.
Mas e a parte contábil?
Não há nenhum problema contábil, porque existe um recibo embaixo da licença. Além disso, quando negociar seu direito autoral, transfira para o comprador o Imposto de Renda a pagar. Porque o que você cria é uma obra intelectual que tem de gerar renda para o país.
Como assim?
Eu orço a obra, ou seja, calculo um valor líquido para ela. Aí,então, obtenho o valor bruto, total, projetando o valor do Imposto de Renda. Porque o comprador, ao usar a licença, já está deixando de pagar para o Estado INSS e ISS, bem como todos os encargos sociais aos quais seria obrigado caso me contratasse. Ele não está pagando nada, então eu estou dizendo para ele pagar apenas o Imposto de Renda. É muito mais barato. Se eu estivesse emitindo uma nota fiscal estaria criando um monte de documentos fiscais e mais o Imposto de Renda. Sairia muito mais caro para o empresário. Num dos workshops que eu faço, mostro que o direito autoral é bom para quem compra e bom para quem vende. Quando você esclarece isso para o teu cliente, e mostra a ele que a licença é a única segurança que ele tem para publicar, o que sobra para discutir é dentro de que contexto o trabalho será usado e a quantidade de vezes que ele será reproduzido. Para que meio e para que veículo. Definido com o cliente, ponto final.
Isso vale também para cinegrafistas, ilustradores, etc?
Vale para todos. Para diagramadores, para quem cria textos, cinegrafistas, enfim, vale para todos autores brasileiros, de qualquer tipo de obra. O modelo de licença pode ter uma partitura embaixo dele. Eu estou trabalhando agora num modelo de licença digital, em plataforma Linux, na qual o cliente acessa, escolhe a imagem que quer, compra, paga, baixa a imagem e recebe a licença. É um projeto meu, independente da Apijor. Ele compra a licença e o dinheiro já cai na tua conta. Dá para fazer um portal de internet assim.
E a diferença que existe entre os direitos autorais europeus e norte-americanos, o que a gente tem a ver com isso?
Existem dois troncos de legislação no mundo. Um é o anglo-saxão, que é o tronco inglês, e que os Estados Unidos adotam no caso do direito autoral, direito econômico, direito civil. O outro é o latino ou romano, que inclui o Brasil.
E o que isso implica na questão dos direitos autorais?
A diferença entre a lei do direito autoral que fala do “copyright” norte-americano, e a lei do direito autoral do tronco latino é grande. A lei brasileira é uma das melhores leis de direitos autorais do mundo, uma das mais novas, onde o autor é totalmente protegido. Nos Estados Unidos, se está inclusive querendo fazer mudanças na legislação. Pela lei anglo-saxônica, o autor não é tão protegido. Se você acabou de fotografar, entregou o material para a empresa, o direito é dela. Ela te pagou, é dela. Existem três tipos de propriedade intelectual: o direito autoral sobre obras intelectuais, o direito autoral de software e o direito de propriedade industrial. Aqui no Brasil, a gente raciocina muito pela lógica do “copyright”, mas isso está errado. Você não tem que entregar nada. Antigamente, a nossa lei dizia que o dono do negativo seria o dono da obra. Mas hoje não tem isso. Quem fotografou é o dono da obra. A obra é intransferível, inalienável por lei. Quem fotografou sabe os detalhes da imagem, e em caso de dúvida pode provar que ele é quem fez a foto.
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